Inventário RFID: leitura em massa de etiquetas, ligada ao seu cadastro de produtos
Contar peça a peça com código de barras funciona até o dia em que o volume cresce. Um bin com dezenas de itens leva minutos para conferir, o operador perde a conta, recomeça, e a diferença só aparece semanas depois, quando o pedido não fecha. Quem já comprou etiquetas RFID costuma esbarrar em outro problema: o leitor lê, mas a leitura fica presa no software do fabricante e não conversa com o estoque nem com o cadastro de produtos.
No 4LogOS, o inventário RFID começa num gateway instalado no próprio armazém, que conversa com o leitor fixo e envia as leituras em lote para a plataforma. No portal, cada leitor tem um painel ao vivo com as tags lidas e quantas vezes cada uma apareceu, e dá para zerar a contagem antes do próximo bin. Quando o código lido é um EPC, o sistema o resolve para o produto, seja pela etiqueta no padrão GS1 SGTIN-96 (que carrega GTIN e número de série), seja por uma tag fixa cadastrada no produto. A mesma leitura RFID também alimenta os portais do pátio no YMS e o apontamento automático de produção.
O que é Inventário RFID?
Inventário RFID é a contagem de estoque feita por radiofrequência: cada item recebe uma etiqueta com um código único (EPC), e uma antena lê dezenas ou centenas de etiquetas ao mesmo tempo, sem precisar de linha de visada. Em vez de bipar peça por peça, o operador passa o volume pela área de leitura e o sistema registra quais tags estavam presentes e quantas vezes foram lidas.
Inventário RFID na prática
O operador despeja o bin na caixa do carrinho, a antena lê todas as peças de uma vez e as diferenças aparecem para conferência.
Inventário RFID: como funciona no 4LogOS
Instale o gateway e conecte o leitor
Um gateway (Raspberry Pi ou contêiner) roda no armazém e conversa com o leitor UHF fixo pela rede local. Hoje o driver nativo é o do leitor Chainway UR4; outros modelos entram como novos drivers no gateway. Na tela do gateway, o "Testar API" confirma a chave e mostra em qual conta as leituras vão cair.
Cadastre o leitor no portal
Em Dispositivos, cada servidor (gateway) aparece com os leitores que opera, o status de conexão e o contador de leituras. O gateway carrega os leitores habilitados quando liga, e você inicia ou para a leitura de cada um pelo portal.
As leituras ficam guardadas mesmo sem internet
Toda leitura é gravada primeiro no banco local do gateway e depois enviada em lote à plataforma. Se a internet cair, as leituras continuam acumulando e são drenadas quando a conexão volta. Cada leitura chega com EPC, antena, intensidade de sinal (RSSI) e horário.
Conte no painel de leituras ao vivo
O painel do leitor agrupa as leituras por EPC, com a quantidade de leituras e a última vez que cada tag apareceu, atualizando a cada poucos segundos. O botão "Limpar" zera a grade e passa a mostrar só o que for lido dali em diante: é o jeito de conferir um bin, uma caixa ou um carrinho de cada vez.
O EPC vira produto
Etiquetas no padrão SGTIN-96 são decodificadas em GTIN e número de série e casadas com o cadastro. Itens que usam uma tag fixa fora desse padrão recebem o EPC como "outro código" do produto. A partir daí, a tag bipada no coletor ou pesquisada na tela de Produtos cai no SKU certo.
RFID no armazém, no pátio e na fábrica
A mesma infraestrutura de leitura (gateway, leitores e ingestão em lote) atende três usos diferentes dentro do 4LogOS. Você instala uma vez e liga o que fizer sentido para a operação.
- Armazém: painel de leituras por EPC para conferir bins, caixas e carrinhos, com contagem zerável entre um volume e outro
- Cadastro: EPC no padrão SGTIN-96 resolvido para GTIN e número de série, ou tag fixa cadastrada como código alternativo do produto
- Pátio (YMS): portais RFID na entrada, na saída e nos corredores atualizam sozinhos a localização da carreta; leitura na antena de saída faz o gate-out
- Pátio (YMS): tag desconhecida no portão ou carreta "expedida" que reaparece no pátio abrem ocorrência para a portaria
- Fábrica: leitura de serial no posto de trabalho vira apontamento de produção na ordem ativa daquele centro de trabalho, sem digitação
Inventário RFID x código de barras: quando vale a pena
RFID não substitui o código de barras em toda operação. Ele compensa quando há muitas peças por volume, itens etiquetados na origem ou necessidade de rastrear unidade a unidade. Para estoque com pouca peça por posição, o coletor com bipagem continua sendo o caminho mais barato.
- Vale a pena: vestuário, calçados, peças serializadas e kits, em que um bin tem dezenas de itens e contar um a um custa caro
- Vale a pena: fornecedor que já entrega etiquetado no padrão GS1, porque o EPC traz o GTIN e o serial sem cadastro extra
- Vale a pena: portais de pátio, onde a carreta passa sem parar e a leitura substitui o apontamento manual da portaria
- Pense duas vezes: líquidos e metais atrapalham a leitura UHF, e o custo da etiqueta pesa em item de baixo valor
Como o inventário RFID se encaixa no controle de estoque
A leitura em massa mostra o que está fisicamente presente. O ajuste de saldo continua passando pelo fluxo de inventário do WMS, com contagem registrada, tolerância e trilha de auditoria. Assim a velocidade do RFID não vira ajuste de estoque sem controle.
- Leituras recebidas ficam registradas em auditoria, com o total de leituras e de EPCs únicos de cada lote enviado
- Retenção configurável: você define por quantos dias guardar as leituras brutas, sem precisar mexer em banco de dados
- Divergência de saldo é tratada no inventário rotativo, com contagem cega e ocorrência para o gestor
- Indicadores da animação do carrinho RFID (por exemplo, "5× mais rápido por bin") são valores ilustrativos de referência, não medição de cliente
Onde Inventário RFID se encaixa na plataforma
Gestão de armazém
Sistema WMS na nuvem com recebimento, endereçamento, picking por ondas, inventário e NF-e integrada.
YMSGestão de pátio
YMS para gestão de pátio: agendamento de docas pela transportadora, portaria digital, mapa do pátio e controle de estadia.
Mais usado por: Indústria · Distribuidores · E-commerce · 3PL / Operador logístico
Perguntas frequentes: Inventário RFID
O que é inventário RFID?
É a contagem de estoque por radiofrequência: cada item tem uma etiqueta com código único (EPC) e uma antena lê muitas etiquetas de uma vez, sem precisar apontar para cada uma. No 4LogOS, as leituras chegam por um gateway local e aparecem num painel por EPC, ligadas ao cadastro de produtos.
Qual leitor RFID funciona com o 4LogOS?
Hoje o gateway do 4LogOS tem driver nativo para o leitor UHF fixo Chainway UR4. Novos modelos entram como drivers no gateway, sem mudança na plataforma. Na demonstração verificamos o hardware que você já tem ou pretende comprar.
O inventário RFID precisa de internet?
Não para ler. O gateway grava cada leitura num banco local antes de enviar e drena tudo em lote quando a conexão volta. A internet só é necessária para as leituras aparecerem no portal.
Como o sistema sabe qual produto é cada tag RFID?
Se a etiqueta segue o padrão GS1 SGTIN-96, o 4LogOS decodifica o EPC em GTIN e número de série e encontra o produto pelo GTIN. Se a tag é fixa e fora desse padrão, você cadastra o EPC como "outro código" do produto, e qualquer leitura daquela tag cai no SKU certo.
Dá para usar RFID no pátio, para controlar carretas?
Sim. No YMS do 4LogOS, cada carreta pode ter uma tag vinculada, e os portais na entrada, na saída e nos corredores atualizam a localização dela automaticamente. Tag desconhecida ou carreta que reaparece depois de expedida abre ocorrência.
Quanto custa implantar inventário RFID?
No 4LogOS, os planos mensais começam em R$ 4.990/mês (Lite), passam por Growth (R$ 6.990/mês) e Pro (R$ 8.990/mês), e o Enterprise é sob consulta. Leitores, antenas e etiquetas dependem do projeto e são levantados junto com você. A implantação parte de R$ 5 mil, conforme o plano, e dá para testar a plataforma 14 dias grátis. Confirmamos na demonstração qual plano atende a sua operação.
Funcionalidades relacionadas
Inventário rotativo
Contagem cíclica por curva ABC, cega e no coletor, sem parar o armazém.
Controle de lote e validade
Lote, validade e número de série do recebimento à nota, com FEFO e quarentena.
Coletor de dados
App Android offline-first para coletor, com leitor físico, câmera, voz e MDM próprio.
Agendamento de doca
Transportadora e fornecedor marcam a doca sozinhos, dentro das regras do seu CD.
Apontamento de produção
Apontamento no chão de fábrica, paradas com motivo e OEE por centro de trabalho.
Inventário RFID rodando na sua operação
Mostramos o fluxo com o seu tipo de operação e você testa 14 dias grátis. Planos a partir de R$ 4.990/mês, implantação a partir de R$ 5 mil.