Logística

Roteirização de entregas: rotas com peso, volume e janela de horário

Como montar rotas que respeitam peso, volume e o horário de cada cliente, quanto isso economiza com os seus números e quando o roteiro na mão ainda resolve.

Roteirização de entregas é decidir quais pedidos vão em cada veículo e em que ordem as paradas acontecem, respeitando o peso e o volume que cabem no baú, a janela de horário de cada cliente e a duração máxima da rota. Ela passa a valer a pena quando sai mais de um veículo por turno e os pedidos mudam todo dia. Com uma van e os mesmos bairros, a experiência do programador ainda resolve.

O problema: rota montada na mão e carga que não fecha na doca

Todo CD que entrega com frota própria conhece a cena. O programador abre o mapa no fim da tarde, agrupa os pedidos por bairro e faz a conta de cabeça: "isso cabe no 3/4, aquilo vai no toco". No dia seguinte, a expedição começa a carregar e descobre que o volume não fecha. A carga foi pensada em quilos, mas quem estourou foi o metro cúbico.

Aí começa o improviso na doca:

  • O pedido que não coube volta para o box e vira entrega de amanhã.
  • O caminhão grande sai meio vazio porque ninguém quis remontar a rota.
  • O cliente que só recebe até as 11h fica no fim da sequência e recusa a entrega.
  • O veículo pequeno volta ao CD para uma segunda viagem que ninguém planejou.

Nada disso é falta de competência. É falta de dado. Peso e medida de cada SKU estão no cadastro do WMS, mas raramente chegam à mesa de quem monta a rota. E nenhum programador consegue testar de cabeça milhares de combinações de pedidos, veículos e horários.

Como funciona a roteirização de entregas, passo a passo

Um roteirizador resolve o que a literatura chama de problema de roteamento de veículos (VRP). Na prática, o processo tem seis etapas.

1. Peso e volume de cada pedido (cubagem)

A rota começa na cubagem. Cada pedido precisa ter peso total e volume total, somados a partir dos SKUs e das quantidades. Se o volume do produto não está preenchido, dá para calcular por altura, largura e profundidade. Produto sem medida é o erro mais comum: ele entra na rota com volume zero e estoura o baú na hora de carregar.

2. As restrições de cada veículo

Cada veículo tem capacidade em quilos e em metros cúbicos, uma duração máxima de rota (jornada do motorista) e um custo por quilômetro. É esse custo que permite comparar: às vezes sai mais barato mandar dois veículos pequenos do que um grande rodando longe.

3. Janela de horário e tempo de serviço

Cada parada pode ter uma janela de recebimento (por exemplo, das 8h às 11h) e um tempo de serviço, que é quanto o motorista fica no cliente descarregando e colhendo assinatura. Ignorar o tempo de serviço é o motivo clássico de rota que "fecha no mapa" e estoura na rua.

4. A otimização

O motor monta uma solução inicial e depois tenta melhorá-la, trocando paradas de lugar e de veículo. O que não cabe em nenhum veículo aparece como não atendido, ou vai para uma segunda viagem do mesmo veículo, se a operação permitir.

5. Revisão de quem conhece a rua

O sistema sugere; quem aprova é o programador. Ele sabe que aquele cliente só recebe pela rua de trás e que tal motorista conhece melhor a zona norte. Um bom roteirizador deixa mover paradas à mão e reotimizar a partir da divisão que a pessoa fez.

6. Execução e retorno

A rota aprovada precisa chegar ao motorista na ordem certa, e a execução precisa voltar ao sistema: entregue, não entregue, horário real. Sem esse retorno, a rota de amanhã é planejada com o mesmo chute de hoje.

Como é a roteirização de entregas no 4LogOS

No 4LogOS, a roteirização de entregas faz parte do TMS e usa os pedidos que já estão no sistema. Você escolhe os pedidos e os veículos (ou todos os ativos) e informa a origem pelo CEP do armazém ou por coordenada. O peso e o volume saem dos SKUs do WMS, sem digitação, e os produtos sem peso ou medida aparecem numa lista para correção.

O motor usa economias de Clarke-Wright para a solução inicial e busca adaptativa em vizinhança grande (ALNS) para melhorar. Ele respeita capacidade em kg e m³, janela de horário e tempo de serviço por parada, duração máxima e custo por quilômetro de cada veículo. Aceita rotas mistas de entrega e coleta, com a carga verificada ao longo do trajeto, e mais de uma viagem no dia para o mesmo veículo. A coordenada de cada CEP fica em cache; quando o motor viário está configurado, a distância vem da malha de ruas.

A sugestão só vira rota quando você aprova. A tela mostra a ocupação de peso e volume de cada rota, você arrasta paradas entre veículos e pede para reotimizar sem perder suas escolhas. Depois atribui os motoristas em lote, e a rota aparece no app 4LogOS Driver na sequência certa, com atalho para o Google Maps, ligação e WhatsApp do cliente. A entrega registrada no app alimenta a torre de controle, e o TMS calcula a emissão de CO₂ por rota e por remessa para o relatório ESG.

Roteiro manual x roteirizador de entregas

Ponto da operação Roteiro na mão Roteirizador
Peso e volume Estimados de cabeça Somados pelos SKUs do cadastro
Janela do cliente Lembrada (ou não) pelo programador Restrição da parada
Tempo no cliente Raramente considerado Tempo de serviço por parada
Escolha do veículo Hábito: "esse cliente vai sempre no toco" Capacidade e custo por km
Pedido que não cabe Descoberto na doca Aparece como não atendido ou segunda viagem
Ajuste fino Refaz tudo Move a parada e reotimiza

A conta do ganho da roteirização

Não existe percentual de economia que sirva para todo mundo. Depende de quanto a sua rota manual já é boa. Por isso, a conta abaixo usa os seus números. Rode uma semana em paralelo: o roteiro de sempre e a sugestão do sistema, com os mesmos pedidos.

Economia mensal = (km/dia hoje − km/dia roteirizado) × custo por km × dias rodados + (veículos-dia evitados × custo fixo diário do veículo)

Variável Onde achar Seu número
km rodados por dia hoje Hodômetro ou rastreador ___
km por dia na rota sugerida Teste em paralelo ___
Custo por km (combustível, pneu, manutenção) Controle da frota ___
Dias rodados no mês Calendário de expedição ___
Veículos-dia evitados no mês Teste em paralelo ___
Custo fixo diário do veículo (motorista, ajudante, parcela) Financeiro ___

Um exemplo para enxergar a ordem de grandeza: se a sua frota roda 800 km por dia, a rota sugerida roda 720 e o custo é R$ 3,00 por km, são 80 × 3 = R$ 240 por dia. Em 22 dias, R$ 5.280 no mês, antes de contar o veículo que deixa de sair. Os valores do exemplo são hipotéticos; troque pelos seus.

Há ganhos que não entram na fórmula, mas pesam: menos entrega recusada por horário, menos pedido voltando para o box e menos hora extra de motorista. Para colocar o resto da operação na conta, use a calculadora de ROI.

Quando a roteirização de entregas não vale a pena

Seja honesto com a sua operação antes de comprar um roteirizador:

  • Um veículo, rota fixa. Se a van faz os mesmos 15 clientes toda terça, não há o que otimizar.
  • Cadastro sem peso e medida. O sistema vai listar os SKUs incompletos, mas alguém precisa medir. Sem isso, a cubagem mente e a rota estoura do mesmo jeito.
  • Restrições que o sistema não conhece. Restrição de circulação de caminhão, cliente que só recebe com agendamento por telefone, rua sem acesso para o toco. Isso continua com o programador, que ajusta a sugestão à mão.
  • Quem entrega é a transportadora. Se toda a carga vai para terceiros, a rota é dela. O que você precisa é acompanhar a entrega, e aí o assunto é torre de controle.

Próximo passo

Se a sua expedição já sente o peso de montar rota na mão, veja como a roteirização de entregas no 4LogOS usa o peso e o volume do WMS e manda a rota direto ao app do motorista. Os planos estão em preços, e qual deles atende a sua operação a gente confirma na demonstração. Na demo, dá para ver a rota em execução na torre de controle.

Perguntas frequentes

O que é roteirização de entregas?

É definir quais pedidos vão em cada veículo e em que ordem as paradas serão feitas, respeitando peso, volume, janela de horário dos clientes e duração da rota. O objetivo é atender todos os pedidos rodando menos e atrasando menos do que num roteiro montado à mão.

Qual a diferença entre roteirização e roteamento?

Os termos se confundem no mercado. Em geral, roteamento é traçar o caminho entre dois pontos, como faz um aplicativo de navegação. Roteirização é dividir os pedidos entre os veículos e definir a sequência de paradas. No 4LogOS, o TMS faz a roteirização e o app do motorista abre a navegação no Google Maps.

Como calcular a cubagem de uma rota de entrega?

Some o volume de cada item do pedido (volume do produto vezes a quantidade) e compare com a capacidade em metros cúbicos do veículo; faça o mesmo com o peso em quilos. Quando o volume do produto não está no cadastro, use altura × largura × profundidade. No 4LogOS essa soma sai dos SKUs do WMS.

O roteirizador considera a janela de horário do cliente?

Um bom roteirizador considera a janela de recebimento e o tempo de serviço em cada parada. No 4LogOS, cada parada pode ter janela e tempo de serviço, e cada veículo tem capacidade em kg e m³, duração máxima e custo por quilômetro. O que não cabe aparece como não atendido ou vai para uma nova viagem.

Quanto custa um sistema de roteirização de entregas?

No 4LogOS, a roteirização faz parte do TMS da plataforma, vendida em planos mensais de R$ 4.990 (Lite), R$ 6.990 (Growth) e R$ 8.990 (Pro), com Enterprise sob consulta. A implantação parte de R$ 5 mil conforme o plano, e dá para testar 14 dias grátis. Qual plano atende a sua operação é confirmado na demonstração.

Na prática, no 4LogOS

Ver como funciona no 4LogOS →

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