Pick to light é a separação guiada por luz: a posição de onde sai o item acende, o operador coleta, confirma e a luz apaga. O custo tem três partes, o hardware de luz nas posições, o software que liga a luz à onda de separação e a implantação. Ele vale a pena onde procurar a posição pesa mais do que andar até ela, como em flow rack e gaiolas com muitas posições pequenas e próximas.
O problema que o pick to light resolve
Em picking fracionado, as posições são pequenas, parecidas e coladas umas nas outras. O operador lê o endereço na folha ou na tela do coletor, procura a etiqueta na prateleira e, na pressa, pega da caixa ao lado. É o erro mais comum da separação. Ele só aparece na conferência ou, pior, no cliente.
O problema cresce em três situações:
- Operador novo. Demora semanas para decorar o layout e erra mais enquanto aprende.
- Pico sazonal. Entra gente temporária justamente quando o volume de linhas dispara.
- Corredor cheio. O supervisor não consegue ver, olhando o corredor, quem está indo para onde.
O coletor resolve a confirmação: bipou a posição errada, o sistema avisa. Mas ele não encurta a busca. O operador ainda gasta segundos procurando a etiqueta certa em cada linha. Multiplicado por milhares de linhas por dia, é aí que mora o tempo.
Como funciona o pick to light, passo a passo
O fluxo de um sistema de pick to light ligado ao WMS é sempre o mesmo: a onda de separação diz o que coletar, a luz mostra onde, o operador confirma e a luz apaga.
No pick to light do 4LogOS, funciona assim:
- A onda é liberada. Quando a onda de separação começa, o WMS acende o bin da primeira posição com item pendente, na cor do operador da onda (uma paleta fixa de seis cores).
- A luz segue o operador. Ao abrir a separação no coletor, as luzes daquela onda apagam. Quando o operador escolhe ou bipa uma posição, o bin dela acende e os outros apagam. Se ele bipar uma posição que não tem mais nada a coletar, o bin pisca: está no lugar errado.
- Coletou, apagou. Ao concluir a última tarefa de uma posição, o bin apaga. Onda cancelada apaga todos os bins dela.
- Mudança no meio do caminho. Se o supervisor editar a separação no portal, a luz é recalculada do zero e o coletor recebe o aviso de que a lista mudou.
Um detalhe importa muito: a luz nunca muda a separação, ela só escuta o que o WMS já gravou. Se a gaiola estiver sem bateria, fora do Wi-Fi ou com erro, o operador continua separando pelo coletor de dados e nada para esperando o LED. E a mesma onda pode misturar posições com luz e sem luz.
Quanto custa pick to light: o que entra na conta
O preço de um sistema de pick to light depende de quantas posições vão ter luz e de como o hardware é montado. Em vez de um display por posição, o 4LogOS usa um controlador de luz por gaiola, com fita de LED por nível.
| Componente | O que é no 4LogOS | Como dimensionar |
|---|---|---|
| Controlador de luz | Um por gaiola, linha LightIntel (ESP32), com bateria e Wi-Fi | Até 3 níveis, até 10 bins por nível: no máximo 30 bins por controlador |
| Fita de LED | Uma por nível, até 300 LEDs | Comprimento do nível × densidade de LEDs por metro |
| Software | Faz parte do WMS: cadastro da gaiola, comando pela onda, monitoramento | Planos de R$ 4.990 a R$ 8.990/mês, Enterprise sob consulta |
| Implantação | Cadastro das gaiolas, instalação e ligação com as posições | A partir de R$ 5 mil, conforme o plano |
A conta de controladores é simples: controladores = posições com luz ÷ bins por controlador, arredondando para cima. Se as suas gaiolas têm 3 níveis com 10 bins cada, 300 posições pedem 10 controladores. O valor do hardware dimensionamos junto com você na demonstração, a partir do número de gaiolas e níveis.
O que não entra na conta: cabo por posição. Cada gaiola tem um controlador com bateria, ligado por Wi-Fi ao 4LogOS. A bateria é monitorada no portal (tensão, estado e histórico de 7 dias), com aviso quando piora.
A conta do ganho com pick to light
O ganho principal está em linhas separadas por hora. A fórmula usa os números da sua operação:
Horas de separação por mês = linhas por mês ÷ linhas por hora por operador
Horas economizadas = horas hoje − horas com pick to light
Ganho mensal = horas economizadas × custo da hora com encargos
Na animação do pick to light do 4LogOS, o indicador de referência é +40% de linhas separadas por hora, por operador, com 99,9% de acuracidade e zero folhas de papel por onda. São valores ilustrativos, não uma promessa. Use-os para ver a ordem de grandeza e depois troque pelo seu próprio teste.
| Variável | Sua operação | Exemplo ilustrativo |
|---|---|---|
| Linhas por mês nas posições com luz | 20.000 | |
| Linhas por hora hoje | 80 | |
| Linhas por hora com luz | 112 (referência +40%) | |
| Horas por mês hoje | linhas ÷ LPH | 250 h |
| Horas por mês com luz | linhas ÷ LPH novo | 178,6 h |
| Horas economizadas | diferença | 71,4 h |
| Custo da hora com encargos | R$ 25 | |
| Ganho mensal em horas | horas × custo | R$ 1.785 |
A segunda parte da conta é o erro evitado: erros por mês × custo de cada erro (frete de volta, reenvio, produto avariado, atendimento). Meça quantos pedidos voltam por troca de item antes de decidir.
Uma recomendação prática: faça a conta só para as posições de maior giro. É lá que está a maior parte das linhas, e é por lá que a implantação deve começar.
Quando o pick to light não vale a pena
Separação por luz não é para todo armazém. Ela compensa onde o tempo de procurar pesa mais que o tempo de andar.
- Porta-palete com pallet fechado. A posição é grande e fácil de achar. O coletor resolve.
- Posições grandes e distantes. O tempo está na caminhada, não na busca. Aí o ganho vem de rota de coleta, não de luz.
- Poucas linhas por dia. Se a conta acima dá poucas horas por mês, o investimento não volta.
- Posições que mudam toda semana. Cada mudança de layout pede revisar o vínculo dos bins com as posições do WMS.
Também vale lembrar a diferença para o put to light: no pick to light, a luz indica de onde tirar; no put to light, indica onde colocar, numa parede de distribuição por loja ou pedido. O que o 4LogOS comanda hoje pela onda é o pick to light. Se a sua dor é distribuir um lote entre lojas, leia sobre put to light antes de comprar estrutura.
Como implantar pick to light em etapas
A melhor implantação começa pequena:
- Meça o giro. Liste as posições que concentram a maior parte das linhas. Elas vão para a primeira gaiola.
- Cadastre a gaiola pelo que dá para medir. No portal, cada nível recebe o comprimento da fita, a densidade de LEDs, o número de bins (ou a largura de cada um) e a folga entre bins. O sistema calcula o trecho de cada bin e gera o endereço (ex.: G01-A-03), que é ligado a uma posição do WMS.
- Instale o controlador. O instalador cola uma chave de integração no próprio controlador, que se cadastra no 4LogOS com um código (LUZ-001, LUZ-002…) e passa a usar um token próprio.
- Ligue o módulo. O módulo Gaiola (WCS) é ativado por empresa em Configurações › Operação. Dá para definir, por gaiola, se o bin apaga sozinho depois de um tempo ou fica aceso até a coleta.
- Rode um piloto. Compare linhas por hora e erros antes e depois na mesma gaiola. Com o número na mão, expanda.
Depois de instalado, o firmware é atualizado pelo portal, com piloto em um aparelho ou em todos, e volta sozinho para a versão anterior se a nova não reconectar em 3 minutos.
Próximo passo
Veja como o pick to light funciona no 4LogOS, assista à animação logo abaixo e, se quiser dimensionar as suas gaiolas, peça uma demonstração. Na conversa medimos o giro das suas posições e confirmamos qual plano atende a sua operação.
Perguntas frequentes
Quanto custa um sistema de pick to light?
Depende de quantas gaiolas e níveis vão ter luz. No 4LogOS, o software faz parte do WMS, com planos de R$ 4.990 a R$ 8.990 por mês e Enterprise sob consulta, e a implantação parte de R$ 5 mil, conforme o plano. O hardware é dimensionado na demonstração pelo número de gaiolas e níveis.
Quando vale a pena usar pick to light?
Em flow rack e gaiolas com muitas posições pequenas e próximas, com alto volume de linhas por pedido e rotatividade de operadores. Em porta-palete com pallet fechado ou posições grandes e distantes, o coletor sozinho costuma bastar.
Qual a diferença entre pick to light e put to light?
No pick to light a luz indica de onde tirar o item, na posição de estoque. No put to light a luz indica onde colocar o item, numa parede de distribuição por loja ou pedido. O que o 4LogOS comanda hoje pela onda de separação é o pick to light.
Se a luz falhar, a separação para?
Não. No 4LogOS a luz só acompanha o que o WMS já gravou. Sem bateria, sem Wi-Fi ou com erro no controlador, o operador continua separando pelo coletor normalmente.
Precisa passar cabo em cada posição?
Não. Cada gaiola tem um controlador de luz com bateria, ligado por Wi-Fi ao 4LogOS, com até três fitas de LED, uma por nível. A bateria e o sinal de cada controlador aparecem no portal.